Um viajante que cedo pega a estrada, e segue andando em caminhos que desconhece.
Assim fui jogado no mundo, sem eira nem beira, com uma sina a escrever, com meus próprios passos, pensamentos e ações não planejadas.
Seguindo fui entrando nos abismos do mundo, nas lacunas deixadas pelo tempo, sobre marcas de outros viajantes.
Sob os ternos afetos dos meus pais ganhei coragem, força e destemor, para enfrentar minha própria história de tantos erros e poucos acertos.
Como um lavrador que cedo madruga, fui removendo as pedras do caminho, arrancando ervas daninha e semeando possíveis esperanças de amores e amizades desejados!
Então veio as chuvas, desaguou sobre a minha intrepidez juvenil terrores e tempestades, a casa muitas vezes se abalou, mas não caiu, pois fora construída sobre uma rocha, bruta, imperfeita, a rocha que com o tempo aprendi a lapidar, meu pensamento, minhas palavras e minhas ações.